Contra a reforma trabalhista, sindicatos vão à caça de senadores goianos



Com a votação da reforma trabalhista prevista para acontecer nesta terça-feira (11), no Senado Federal, o Sindsaúde e várias entidades sindicais e sociais que compõem o Fórum Goiano Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista, partiram para a estratégia do corpo a corpo e foram atrás dos senadores goianos.

Os sindicatos saíram em comboio, hoje (10), pela manhã, rumo aos escritórios dos senadores Ronaldo Caiado (DEM), Wilder de Morais (PP) e a senadora Lúcia Vânia (PSB). Todos os três parlamentares estavam em agendas externas e, nos seus lugares, assessores receberam as entidades e se comprometeram em levar a mensagem aos políticos.

Na ocasião, as entidades entregaram um denso documento que justifica a posição contrária à reforma trabalhista, sustentando que, caso seja aprovada, será o “maior retrocesso em 100 anos da legislação trabalhista brasileira”. O documento argumenta ainda que, “com o falso discurso de modernização, a reforma trabalhista altera 117 artigos da Consolidações das Leis Trabalhistas (CLT)”.

“De hoje até amanhã, vamos dobrar a pressão em cima dos senadores goianos para que honrem seus mandatos e representem, verdadeiramente, os interesses dos trabalhador@s votando contra essa reforma do Michel Temer. Chegou a hora de honrarem os votos que, nós, goianos lhes concedemos”, protestou a presidenta do Sindsaúde, Flaviana Alves.

Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), a reforma trabalhista – proposta pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) - viola princípios básicos da Constituição.

Pelo menos 12 pontos do projeto de lei que altera a legislação trabalhista ferem direitos constitucionais do trabalhador. As mudanças violam os princípios da dignidade humana e da proteção social do trabalho, e podem ameaçar até o salário mínimo, segundo o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury.

10/07/2017