Em seminário, Sindsaúde classifica a reforma trabalhista como o maior retrocesso em 100 anos



Preocupados com o atual cenário de desmonte dos direitos trabalhistas orquestrado pelo presidente Michel Temer em conluio com deputados e senadores, o Sindsaúde participou – na manhã da última quinta-feira (10) – da 14ª Jornada Nacional de Debates que discutiu a "Reforma Trabalhista". O evento, que foi organizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), aconteceu no auditório Solon Amaral da Assembleia Legislativa.

Segundo a supervisora técnica do Dieese, Leila Brito, o intuito do evento é discutir as perspectivas da ação sindical com a vigência da Reforma Trabalhista.

“A Reforma Trabalhista extingue a proteção ao trabalhador vigente na CLT e passa a proteger as empresas e empresários. Inverte totalmente a lógica das relações de trabalho no Brasil”, comentou Leila Brito.

Já a presidenta do Sindsaúde, Flaviana Alves, classificou a reforma trabalhista como “o maior retrocesso dos trabalhador@s em 100 anos”. Ela disse ainda que “esse projeto foi criado visando aumentar o lucro dos empresários e escravizar mais ainda os trabalhador@s”.

Durante o debate, a supervisora do Dieese ressaltou a importância de pensar uma nova forma de organização dos trabalhador@s, que possa viabilizar a atuação dos sindicatos nessas novas instâncias criadas por essa nova legislação. Ela sugere ainda a criação de comissões que possam atuar diante das novas situações que possam surgir.

“A nova legislação estabelece que o indivíduo tenha mais poder que o acordo e a convenção coletiva, e ainda tira poderes dos sindicatos. No entanto, é possível, através dessa legislação, estabelecer uma ação do sindicato nessas próprias comissões. É isso que vamos discutir com os sindicatos”, explica a supervisora técnica do Dieese.

A proposta do Dieese é debater esse tema com sindicalistas e líderes sociais em todas as capitais, que possuem escritório do órgão. Participaram do encontro representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e de outras centrais sindicais.

11/08/2017

*Com informações da Assembleia Legislativa