Na BR 153, Sindsaúde participa de protesto contra Reforma da Previdência



Trabalhador@s interditaram parte da BR 153 na manhã desta sexta-feira (15) em protesto contra a Reforma da Previdência. O ato foi realizado pelo Fórum Goiano Contra as Reformas Trabalhista e da Previdência, Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT Goiás) e demais centrais sindicais. A manifestação também reuniu entidades sindicais, entre elas o Sindsaúde/GO, e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

Recuo

O maior defensor das mudanças na aposentadoria é o presidente Michel Temer. A pressão popular e a falta da quantidade necessária de votos  para aprovar a Reforma obrigaram o governo a recuar. Porém, o Planalto quer que ela seja votada em 19 de fevereiro de 2018.

Os manifestantes se concentraram entre o Estádio Serra Dourada e o Shopping Flamboyant. No local, os trabalhador@s entregaram panfletos e explicaram aos motoristas quais os impactos da reforma previdenciária que Michel Temer deseja impor aos brasileiros.

Impacto

De acordo com o coordenador do Fórum Goiano Contra as Reformas Trabalhista e da Previdência, João Pires, o objetivo do movimento como outros tantos espalhados pelo país é não permitir que a Reforma passe pelo Congresso. “Ela tem um impacto perverso na população porque tira o direito de aposentadoria da maioria do povo”.

João Pires argumentou também que a “Reforma terá impacto econômico na maioria dos munícipios, já que neles, é o salário dos aposentados que move a economia”.

Privilégios

O coordenador também contrapôs os principais argumentos do Governo Federal. Segundo ele, a Previdência não possui déficit ja que o Governo continua isentando empresários e latifundiários com recursos advindos dela.

Além disso, ele esclarece que a Reforma não acaba com privilégios porque ela afeta principalmente aqueles trabalhador@s que ganham entre um e cinco salários mínimos.

A presidente do Sindsaúde/GO, Flaviana Alves, conclamou a classe trabalhadora a se unir para “barrar esses projetos que tanto sacrificam o trabalhad@r”. No caso do servidor público que atua na Saúde, Educação entre outras áreas afetadas pela mudança, Flaviana aponta que “a exigência de que as mulheres devam contribuir durante 40 anos para terem direito à aposentadoria integral deixará a categoria ainda mais adoecida”.

 

 

 

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15/12/2017