Pela data-base 2014 trabalhador@s prometem parar Goiânia



Se não pagar a data-base 2014, Goiânia vai parar! Foi nesse tom que os trabalhador@s da Saúde protestaram nesta quinta-feira, dia 29, no pátio do Paço Municipal pelo pagamento da data-base 2014 com o retroativo. Diante da possibilidade do prefeito vetar o reajuste, a classe trabalhadora já está se articulando. Durante a manifestação realizada pelo Sindsaúde e outras entidades, ficou decidido que haverá três novas mobilizações até o dia 19.

Ações

Indignados com a possibilidade de não terem os seus direitos respeitados, os trabalhador@s se concentraram no Paço Municipal por volta das nove horas e decidiram que no próximo dia 4 estarão mobilizados em uma manifestação na Praça do Bandeirante, às 8h30. Segundo eles, a farra do prefeito com o direito do funcionalismo municipal precisa acabar.

No dia 12 de fevereiro, a mobilização será em frente ao Ministério Público Estadual (MP), no Jardim Goiás, também às 8h30. O objetivo é reivindicar a conclusão do Inquérito Civil Público (ICP nº 61/2014) instaurado pelo MP para investigar as prováveis irregularidades da Prefeitura que estão penalizando os trabalhador@s. Já no dia 19, caso se confirme o veto do projeto, a concentração será na Câmara Municipal no mesmo horário para a derrubada do veto.

Amparados pela Constituição que garante o direito à revisão anual, pela Lei Complementar Municipal que estipula a reparação das perdas inflacionárias todo ano, e por um estudo do Dieese que garante que a Prefeitura tem margem para aplicação da data-base 2014, os trabalhador@s não abrirão desse direito.  

Força

A presidenta do Sindsaúde, Flaviana Alves, ressaltou que esse é um momento muito importante da luta pela causa trabalhista. “As nossas próximas ações serão decisivas para evitar que o descaso da Prefeitura continue. Cada trabalhad@r precisa se articular com o colega e mostrar a verdadeira força da classe trabalhadora. É a nossa força, união e resistência que vão fazer a diferença”, enfatizou Flaviana.

A secretária de Finanças do Sindsaúde, Maria de Fátima Veloso, salientou que o trabalhad@r não pode ser penalizado pelos erros do prefeito. “Se a Prefeitura tem problemas financeiros não somos nós que vamos pagar essa conta. A data-base é um direito nosso e terá que ser cumprido”, argumentou a secretária.

Ainda pelo Sindsaúde participaram os diretor@s Astrogildo Carvalho, Leocides Souza e Shirlei Dionísio. Dirigentes do Sinfar, Sieg, Soego, Sinpego, Sindiffisc e Sinatran também estiveram presentes.

 

29/01/2015