Servidores da saúde de Goiânia marcam nova assembleia com indicativo de greve



Diante da situação insustentável na rede pública de saúde, servidores municipais da Saúde de Goiânia se reuniram nesta quinta-feira (1) no Auditório Carlos Eurico da Câmara Municipal para discutir as condições de trabalho e demais problemas enfrentados pela categoria.

Durante a reunião, os trabalhador@s - indignados - deliberaram por uma nova assembleia geral com indicativo de greve e por uma mobilização no plenário da Câmara no próximo dia 15. A concentração ficou agendada para as 8h30.

Infelizmente a secretária de Saúde não tem dialogado conosco. Por tanto, vamos vamos intensificar as nossas mobilizações em cada unidade de saúde para que no dia 15 todos participem e ajudem a definir a melhor alternativa de luta. Também nesse dia pretendemos lotar a galeria da Câmara Municipal e utilizar a tribuna para denunciarmos o descaso com a saúde de Goiânia e pedir apoio ao Legislativo”, explicou a presidenta do Sindsaúde/GO, Flaviana Alves.

Reivindicações

A assembleia desta quinta-feira reuniu cerca de 100 trabalhador@s e vários deles expuseram sua insatisfação com o baixo valor (R$ 7,50) que recebem para se alimentar durante um dia de trabalho. Os servidor@s querem o reajuste imediato desse valor.

Além disso, o Sindsaúde reivindica o pagamento da reposição salarial  2017 no valor de (4,08%) que deveria ter ocorrido o ano passado, o cumprimento da data-base de 2018, melhores condições de trabalho, regularização do atendimento no Instituto Municipal de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) entre outros.

De acordo o vice-presidente do Sindsaúde, Ricardo Manzi, o Sindicato encaminhará ainda nesta semana, um ofício à Secretaria Municipal de Saúde, com a relação da pauta de reivindicação da categoria e informando sobre o indicativo de greve na próxima assembleia.  

União

O diretor intersindical do Sindicato dos Farmacêuticos, Fábio Basílio, também marcou presença, e destacou que o trabalhad@r está consciente de que só a luta pode garantir os seus direitos e afirmou que espera uma mobilização maior ainda no dia 15.

Nesse momento de retirada de direitos dos trabalhadores, nós que somos da classe trabalhadora, temos que nos unir para que não voltarmos para o tempo da senzala. Diante desse cenário cabe a nos, trabalhadores, irmos para os sindicatos e movimentos sociais. Precisamos fortalecer os sindicatos porque essa luta é nossa”, ressaltou assistente social da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia, Ilma Pugliesi.

Na ocasião, a maioria dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combates às Endemias (ACE) presentes, se manifestou contrário às mudanças da nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e contra a Portaria 83/2018 que institui o Programa de Formação Técnica para Agentes de Saúde (PROFAGS) para ofertar o curso de formação técnica em enfermagem para ACS e ACE. 

 

Confira a pauta completa de reivindicação:

  • Pagamento da data-base de 2017 e de 2018;

  • Descongelamento do Plano de Carreira (progressões e titulação);

  • Melhores condições de trabalho e de assistência à população;

  • Regularização do atendimento no Instituto Municipal de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) e transferência da gestão para o servid@r;

  • Inclusão dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS)e dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) no Plano de Carreiras;

  • Inclusão dos servidor@s administrativos no Plano de Carreiras;

  • Realização de concurso público;

  • Pagamento da dívida junto ao IPSM.

 

 

 

 

 

01/02/2018