Servidores da saúde não se intimidam com ação da AMMA durante protesto em Rio Verde



A recusa do prefeito de Rio Verde em dialogar com os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e de Combate às Endemias (ACE) do município resultou em um novo protesto nesta quinta-feira (9) pela adequação da jornada de trabalho. Novamente, os trabalhador@s que manifestavam sua indignação em frente à sede da prefeitura não foram atendidos pelo prefeito Paulo do Vale e desta vez, fiscais da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) tentaram intimidá-los.

O protesto começou por volta das 8h30 da manhã com a presença da direção do Sindsaúde e transcorria normalmente quando os fiscais chegaram. A AMMA ameaçou apreender o carro de som - utilizado no protesto - caso não fosse desligado e, inclusive exigiu a presença de uma viatura da Polícia Militar. Os fiscais ainda ameaçaram multar cada um dos trabalhador@s ali presentes se considerassem o tom de voz alterado.

“Absurda”

A presidenta do Sindsaúde/GO, Flaviana Alves, que tem coordenado a mobilização dos servidor@s em Rio Verde classificou de “absurda” e “arbitrária” a ação da AMMA. “Além de  terem o Plano de Carreiras desrespeitado pela prefeitura ao exigir que eles cumpram 40 ao invés de 30 horas, eles foram constrangidos quando lutavam pelos seus direitos. O que se viu hoje em Rio Verde foi uma ação absurda e arbitrária”.

Flaviana adiantou que o caso já foi repassado aos advogados do Sindsaúde para que sejam tomadas as devidas providências e que espera que a prefeitura receba uma comissão eleita pelos trabalhador@s para negociar. “Nos não vamos deixar que a ação de hoje nos intimide. A nossa mobilização vai continuar até que a prefeitura aceite dialogar com a comissão”, garantiu.

Vídeo

Após se recusar a receber a comissão de trabalhador@s durante a manifestação dos agentes realizada na última segunda-feira (6) e diante da repercussão do protesto, o prefeito chamou duas trabalhadoras e produziu um vídeo para as redes sociais afirmando que estava negociando com representantes da categoria. Mais uma vez, não houve avanços. A gestão utiliza a Lei 11.350/2006 - que oferece um incentivo financeiro aos municípios onde os agentes fazem 40 horas - para não ceder às negociações.   

Flaviana e os demais agentes criticaram a decisão do prefeito de se reunir isoladamente com apenas duas trabalhadoras. “Essa atitude foi lamentável! Nós realizamos uma assembleia e elegemos uma comissão para dialogar. Queremos que prefeito receba essa comissão e dialogue conosco para chegarmos a um consenso”.

Entenda o caso

Os agentes, que atualmente fazem 40 horas semanais, querem que o prefeito Paulo do Vale cumpra a lei do Plano de Carreiras do município na qual a carga horária dos agentes está estipulada em 30 horas semanais ou que a gestão pague as 10 horas trabalhadas a mais em forma de hora extra.

A prefeitura chegou a firmar um acordo com o Sindsaúde para que os agentes fizessem 30 horas, mas acabou recuando. Com a mudança de posicionamento, a carga horária continua a mesma como vinha ocorrendo desde 2014 e sem compensação de hora-extra. 

 

 

 

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