Sindicatos rejeitam proposta da prefeitura para pagamento da data-base em setembro



Demonstrando unidade no discurso, os sindicatos que compõem o Fórum Permanente dos Servidores Municipais de Goiânia, dentre eles o Sindsaúde, rejeitaram – na manhã desta quinta-feira (06) – a proposta que a prefeitura de Goiânia fez para o pagamento da data-base. Os secretários do prefeito Iris Rezende (PMDB), pretendiam pagar a data-base de 4,08% no mês de setembro, sem a retroatividade a maio - mês estipulado em lei para o pagamento desse benefício.

Além de rejeitar a proposta, os dirigentes defenderam que o pagamento da data-base seja integral e com a retroatividade. Nesse sentindo, eles decidiram convocar uma grande assembleia unificada para do dia 26 de julho, às 8 horas no Paço Municipal, para pressionar a prefeitura a cumprir com o pagamento de todos os direitos assegurados em lei.

Entre uma fala e outra, os dirigentes listaram uma pauta com mais de 15 direitos que a prefeitura não tem cumprindo na sua integralidade. “Estamos construindo um calendário de luta, com muitas atividades e até uma paralisação geral, para exigir respeito da prefeitura e o cumprimento dos nossos direitos”, resumiu a presidenta do Sindsaúde, Flaviana Alves.

Durante a assembleia, o secretário de comunicação do Sindsaúde, Leocides de Souza, agradeceu a participação dos agentes de saúde e de combate às endemias e destacou a importância da mobilização e conscientização dos trabalhador@s para a luta. “Chegou a hora de mostrarmos a nossa força para essa prefeitura. Chega de tanto descaso com os nossos direitos”, reforçou.

Confissão
Em reunião com os dirigentes sindicais – realizada na última segunda-feira (03) – o secretário de Finanças, Oseias Pacheco, por um ato falho, acabou admitindo que a prefeitura tem uma previsão orçamentária de 2,7 bilhões, até dezembro, para ser destinado a folha de pagamento dos servidor@s.

Ao tentar se justificar, Oseias assumiu também que desses 2 bilhões a prefeitura pretende retirar 44 milhões para investir em obras. E, por isso, ele defendeu que o pagamento da data-base seja apenas de 4,08% em setembro.

06/07/2017