| |
Com elevadores estragados, pacientes, alimentos e defuntos estão sendo tranportados "nas costas" dos maqueiros
Sindsaúde/GO e servidores do HGG paralisaram o atendimento na unidade na manhã desta quarta-feira, dia 7 de julho. O movimento, que durou até as 13 horas, cobrou da Secretaria Estadual de Saúde a equiparação da insalubridade às demais unidades de referência do Estado (Hugo, HMI e HDT) com o índice de 40%.
Além da insalubridade e dos demais pontos de pauta da Campanha Salarial 2010, os(as) servidores(as) protestaram contra a falta de condições de trabalho. Os elevadores da unidade, por exemplo, não estão funcionando. "Há vários dias, os maqueiros do HGG têm transportado pacientes, alimentos e até defuntos de um andar para o outro, literalmente nas costas. Muitos já estão com problemas nas pernas e na coluna", afirmaram.
Por conta da situação de funcionamento precário de alguns setores do hospital, direção e trabalhadores(as) tem entrado em constantes atritos, pois são forçados a desempenhar as mesmas atividades, sem as devidas condições. "É um absurdo o que acontece diariamente dentro de um hospital como o HGG, e que muitas vezes não é noticiado, porque é abafado pela direção da unidade. Os(as) trabalhadores(as) que se revoltam e querem denunciar, são logo ameaçados", afirmou Maria de Fátima Veloso Cunha, presidenta do Sindsaúde/GO.
Durante a manhã, aderiram à paralisação os setores de internação, cirurgia e, de forma parcial, o ambulatório - que atendeu apenas quem já estava na unidade. Uma comissão formada por Sindsaúde/GO e servidores tentou falar com a direção da unidade - para resolução de problemas imediatos, como os da área de manutenção de equipamentos - mas não havia nenhum diretor no Hospital. "Vamos dar um prazo para que essas questões - inclusive a da insalubridade - sejam apreciadas pela SES e, se possível, resolvidas. Caso isso não ocorra, haverá novas paralisações a partir do dia 20 de julho", finalizou a presidenta.
|