Estado: Dieese apresenta estudo sobre as perdas salariais dos servidores da SES

Estado: Dieese apresenta estudo sobre as perdas salariais dos servidores da SES

*Publicada em 16.05.2019 às 15h59

Um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) encomendado pelo Sindsaúde revelou o grau da defasagem salarial dos servidores da Secretaria de Estado da Saúde (SES) nos últimos anos.

O levantamento apontou que os trabalhadores têm uma perda acumulada de R$ 64,09% sobre o vencimento. Para chegar ao resultado, o Sindsaúde levou em conta a evolução salarial dos servidores de 2007 a 2019 uma vez que o Estado não pagou as datas-bases de 2007 a 2010 e de 2015 a 2018.

Reposição

Portanto, se essa defasagem salarial fosse corrigida em 2019, o servidor receberia um acréscimo de quase 65% sobre o salário base. Com base na tabela atual do Plano de Cargos e Remuneração da SES, isso representaria R$ 568,04 a mais no salário do trabalhador que está no Nível I (Agente de Serv. de Saúde) e na referência “A”.  

Ainda de acordo com o estudo e com base na tabela atual do PCR, o acréscimo para o servidor do Nível V (Auditor Fiscal), na referência “O” seria de R$ 4.668,01. Os cálculos foram realizados utilizando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). (Veja o estudo completo no final da página)

A presidenta do Sindsaúde, Flaviana Alves, lembra que várias medidas já foram tomadas para reverter a perdas inclusive, por meio de ações judiciais que aguardam sentença.  A presidenta destaca ainda que Sindicato vem dialogando com o governo estadual e que está em campanha pela equiparação salarial dos trabalhadores da SES com os servidores da Secretaria Estadual de Administração (SEAD).

No entanto, para Flaviana, a falta de valorização dos servidores pelo Estado está diretamente ligada ao modelo de gestão por Organização Sociais adotado na Saúde. “As OSs passaram a concorrer com os recursos que deveriam ser investidos nos servidores efetivos da Secretaria de Estado da Saúde e os últimos governos optaram por manter os repasses vultuosos a essas ‘empresas’”, ressalta.

Veja na tabela abaixo como ficaria a correção salarial dos servidores:

 

Confira aqui o estudo completo

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