Sem avanço nas negociações, Goiânia terá paralisação nas unidades de saúde

 Sem avanço nas negociações, Goiânia terá paralisação nas unidades de saúde

Os servidor@s municipais da saúde de Goiânia se reuniram nesta quarta-feira (29) na Câmara Municipal para protestar contra a proposta de reforma da previdência apresentada pelo prefeito Iris Rezende (MDB). Na ocasião, os trabalhador@s também agendaram uma série de paralisações já que não há avanço nas negociações que garanta o pagamento da data-base, o cumprimento do plano de carreira e melhores condições de trabalho.

O vice-presidente do Sindsaúde, Ricardo Manzi, explica que “as paralisações vão ocorrer a partir da próxima semana nas regionais e que tem o intuito de mostrar para o servid@r e para a população as perdas salariais e a falta de condições de trabalho enfrentadas pelos servidor@s”.

Votação

Também ficou definido que os trabalhador@s voltarão a se mobilizar na Câmara Municipal na próxima quarta-feira (5). Na ocasião, está prevista a votação do projeto da reforma da previdência proposta por Iris Rezende. A apreciação estava prevista para acontecer na manhã desta quarta (29), mas foi adiada novamente já que o relator do projeto, vereador Welington Peixoto (MDB), ainda não havia apresentado o seu parecer.

A presidenta do Sindsaúde, Flaviana Alves, explica que o Sindicato tem tentado dialogar com a gestão no intuito de garantir o atendimento às reivindicações da categoria, mas que os avanços não têm sido satisfatórios.

A prefeitura não paga a data-base, não cumpre a lei do plano de carreira, não oferece condições de trabalho e ainda quer aumentar o valor do desconto previdenciário. Não vamos colaborar com esse absurdo”, enfatizou Flaviana.

A servidora da saúde, Daniele França, reconhece que a participação do servid@r será fundamental nesse processo e que a luta também deve ser presencial. “ Não adianta ficar só nas redes sociais, temos que nos mobilizar, participar da luta e ir atrás dos nossos direitos”.

Reivindicações

O Sindsaúde reivindica o arquivamento da proposta de reforma da previdência, o pagamento da data-base 2017 (4,08%) e de 2018 (2,76%); o cumprimento integral do plano de carreira (titulação e progressões); a inclusão dos agentes comunitários de saúde e de combate as endemias no plano de carreira; a inclusão dos servidor@s administrativos no plano de carreira; o reajuste do vale-alimentação e a administração do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (Imas) feita por servidor@s efetivos.

Cronograma

A primeira mobilização acontecerá no dia 4 de setembro (terça-feira) no Posto de Saúde da Família (PSF) Vera Cruz II, às 8h. No primeiro momento, as paralisações vão acontecer em sete unidades de saúde. Veja o cronograma:

04/09 – Posto de Saúde da Família Vera Cruz II, às 8h;

05/09 – Câmara Municipal de Goiânia, às 8h;

06/09 –  Centro de Saúde da Família Parque Amazônia, às 8h;

11/09 – Posto de Saúde da Família Curitiba II, às 8h;

13/09 –   Posto de Saúde da Família Dom Fernando, às 8h;

18/09 – Posto de Saúde da Família Guanabara I, às 8h;

20/09 – Posto de Saúde da Família Parque Atheneu, às 8h;

25/09 – Centro de Referência em Ortopedia e Fisioterapia, às 8h.

 

 

 

 

 

 

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