Sindsaúde vai ao MPT para evitar demissões no Hugo

Sindsaúde vai ao MPT para evitar demissões no Hugo

*Publicada em 11.09.2019 às 17h20 e atualizada às 17h45.

O Sindsaúde e uma comissão de trabalhadores procuraram o Ministério Público do Trabalho (MPT) nesta quarta-feira (11) para evitar possíveis demissões no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) com o repasse da gestão da unidade para o Instituto Nacional de Amparo à Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Gestão Pública (INTS). O Hugo é de responsabilidade do Estado mas foi entregue à gestão terceirizada. Com mais de 400 leitos e cerca de 2.000 funcionários, o Hugo é um dos maiores hospitais do Centro-Oeste.

O diretor do Sindsaúde, Mauro Rubem, expôs que a situação dos servidores é crítica. “Falta transparência nesse processo e isso tem deixado a categoria bastante apreensiva. Além disso, o Sindsaúde defende que esses profissionais, que inclusive, já passaram por um processo seletivo,  permaneçam trabalhando na unidade sem prejuízos dos seus direitos.

Ao Sindicato, a procuradora do Trabalho Milena Cristina afirmou que o posicionamento do MPT é pela permanência dos profissionais no Hugo. “Nós vamos fazer o possível em termos administrativos para que haja a sucessão dos contratos”, assegurou.  

De acordo com ela, o MPT vai tentar uma conciliação, a exemplo do que foi feito durante a transição entre o Instituto Gerir e o Instituto Haver, para evitar que haja a demissão dos servidores. Ela afirmou ainda que se for o caso, o órgão pretende judicializar a questão.

No entanto, a procuradora salientou que os rumos dessa negociação dependem do resultado da reunião entre o Ministério Público Estadual, o Instituto Haver (gestora atual do Hugo) e o INTS prevista também para esta quarta-feira. Por isso, uma nova reunião com o Sindicato, os trabalhadores e o MPT ficou agendada para amanhã (12), às 15h.

Ainda durante a reunião, os trabalhadores manifestaram preocupação com os possíveis desfechos da transição da gestão do Hugo. Segundo eles, a insegurança é geral em relação ao risco de demissões, redução de salário e aumento da carga horária de 12×60 para 12×36 que já é considerada exaustiva.

Na ocasião, os profissionais denunciaram ainda outro problema do modelo de terceirização na saúde. As mudanças abruptas de gestão têm reflexo direto na qualidade do atendimento. “O Hugo perdeu qualidade por conta dessas transições” relatou outra trabalhadora.

Por fim, os diretores do Sindsaúde ressaltaram a importância de realizar concurso público para suprir a demanda de profissionais e da atuação do MPT para coibir perseguições, assédio e afastamentos arbitrários nas unidades terceirizadas.

Assembleia

Os trabalhadores continuam mobilizados e já agendaram uma nova manifestação em frente ao Hugo. Ela vai ocorrer na próxima sexta-feira (13), às 8h30.

 

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