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CUT 37 ANOS: um pilar dos direitos civis e trabalhistas no Brasil

CUT 37 ANOS: um pilar dos direitos civis e trabalhistas no Brasil

*Publicada em 28.08.2020 às 12h47

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) celebra hoje (28), seus 37 anos de história. Fundada em 1983 durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora e pautada pela consolidação da democracia brasileira e defesa dos direitos trabalhistas no país, a CUT se tornou a maior central da América Latina.

 “A CUT foi criada com a concepção de liberdade e autonomia sindical para transformar a vida do trabalhador e da trabalhadora. Ela surgiu organizada pela classe trabalhadora sendo protagonista da luta no país pela redemocratização. Então veio a luta por dos direitos civis e depois, pelos direitos trabalhistas em todos setores da sociedade”, lembra a secretária Adjunta de Saúde do Trabalhador da CUT, Maria de Fátima Veloso.

O surgimento da Central imprimiu um capítulo importante na vida dos brasileiros a partir de então. Veloso destaca que a luta pelas Diretas Já, a luta pela anistia, por saúde pública e justiça social estiveram sempre pautados pelos princípios da entidade. “Esses princípios projetaram a CUT para aquilo que conhecemos hoje alcançando o reconhecimento não só no Brasil, mas no mundo”, enfatiza a secretária Adjunta.

Atualmente, a entidade ocupa postos importantes na internacionalização da luta sindical. A CUT faz parte da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA) e Confederação Sindical Internacional (CSI). Também tem sido protagonista em ações históricas como a Marcha das Mulheres, Marcha das Margaridas, Marcha da Mulher Negra, entre outras. 

O papel da CUT na defesa do serviço público e principalmente do Sistema Único de Saúde também é destaque. Fátima Veloso ressalta que “o serviço público no Brasil vem sofrendo ataques diários” e alerta que “está em curso uma política nacional de desmonte do setor público para dar lugar à privatização”, fato que segundo ela “afeta diretamente a população que necessita de um Estado forte com políticas públicas que assegurem o atendimento à população.

Em quase quatro décadas de história, surgiram novos desafios. A situação político-econômica o Brasil acompanhando tendências internacionais passou por transformações e o cenário para trabalhador mudou. “O Mundo do Trabalho mudou e continua mudando mais rápido do que o esperado. A pandemia do novo coronavírus por qual passa o planeta trouxe uma nova configuração do trabalho. Não há dúvida de que o teletrabalho e a informalidade exigem um olhar diferente”, explica Veloso.

A secretária finaliza lembrando que atualmente no Brasil, mais de 30 milhões de brasileiros estão na informalidade segundo pesquisa do IBGE e que a Central aprovou no 13º Congresso da CUT (CONCUT) a ampliação da organização trabalhista do setor informal. “Acreditamos que a superação dos nossos desafios enquanto trabalhador passa pela solidariedade entre a classe trabalhadora”, finaliza Veloso.

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