Sindsaúde quer reunião com Caiado para discutir situação do Hugo

Sindsaúde quer reunião com Caiado para discutir situação do Hugo

*Publicada em 13.09.2019, às 14h22 e atualizada às 17h23

O Sindsaúde vem acompanhando a situação de um dos maiores hospitais do Centro-Oeste. O Hugo corre o risco de perder cerca de 300 profissionais abruptamente já no início de outubro. Diretores do Sindsaúde já levaram a questão ao Ministério Público do Trabalho e hoje (13), cobraram do secretário de saúde apoio para a solução do impasse.

O Sindicato quer também um posicionamento do governador de Goiás Ronaldo Caiado (DEM). “Ele que é médico, precisa olhar a saúde do Estado com mais carinho e não colocar em risco a vida [de pacientes]”, enfatizou a presidenta do Sindsaúde, Flaviana Alves.  

A dirigente defende melhores condições para atender a população e jornada de 30 horas para a enfermagem, escala compatível e salário digno. Outra preocupação do Sindicato é com a possibilidade de sobrecarga de trabalho para os servidores celetistas e efetivos.

Enquanto os trabalhadores realizavam um protesto em frente ao Hugo durante a manhã, a presidenta do Sindsaúde, a secretária Geral da entidade, Luzinéia Vieira, e o deputado federal Delegado Waldir (PSL) estavam reunidos com o secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino.

Demissões não estão descartadas. Alexandrino confirmou que há a possibilidade de demissão imediata de cerca de 300 trabalhadores com a transferência da gestão do Hugo para o INTS. Com um custo de R$5 milhões a menos para o Estado, o novo contrato firmado com o INTS e a SES prevê aumento de carga horária e redução de salário.

A redução de salário é inadmissível. Além disso, é necessário manter toda a equipe do Hugo para que seja garantida a qualidade do serviço. Não dá para reduzir força de trabalho por que isso trará prejuízos a população. Nós cobramos também a realização de concurso público para que haja segurança para trabalhadores e pacientes”, explicou Flaviana.   

Audiência

O Sindsaúde e uma comissão de trabalhadores tentam uma audiência pública para discutir todos os impactos dessa transição. Ela deve ocorrer na próxima semana na Assembleia Legislativa.

 

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